Conheça as 3 linhas de cuidados da fisioterapia em uma clínica de transição
Por Buffalo Digital
19.06.2024 às 18h04m
Com o foco em tratar e prevenir lesões e doenças decorrentes de acidentes, traumatismos ou condições diversas, a fisioterapia tem um papel central na recuperação de pacientes. Justamente por isso, a fisioterapia é trabalhada em três linhas de cuidados em uma clínica de transição.
Conforme explica o coordenador de Reabilitação da Rede Paulo de Tarso, Higor Vieira, a fisioterapia, junto a todas as classes multidisciplinares, tem o papel fundamental na elaboração dos planos terapêuticos em prol de mais funcionalidade, mobilidade e mais qualidade de vida para os pacientes.
Neste artigo, entenda como as linhas de cuidado na fisioterapia se integram nesse modelo de atenção durante a jornada dos pacientes.
As 3 linhas de cuidados da fisioterapia
As linhas de cuidado são um modelo de coordenação de cuidados que estabelece prioridades de cuidados terapêuticos a partir das necessidades de cada pessoa.
Sem deixar de lado nenhuma especialidade, esse olhar permite potencializar os desfechos positivos e aumentar a qualidade de vida dos pacientes.
As linhas de cuidado da fisioterapia dialogam com as estabelecidas nas clínicas de transição. Isso significa que estão concentradas em cuidados voltados para a reabilitação, aos pacientes de doenças crônicas e aqueles elegíveis aos cuidados paliativos.
Em cada uma dessas frentes, a fisioterapia atua de forma concreta e específica. “Os pacientes chegam à clínica de transição de cuidados em um contexto de fragilidade e grande dependência para Atividades da Vida Diária (AVD’s). Com o plano terapêutico individualizado, atingimos os objetivos de forma mais rápida e cada vez mais assertiva”, resume Vieira.

1. Fisioterapia para reabilitação: restaurando a funcionalidade e autonomia
Na reabilitação, o foco principal é restaurar funcionalidades que possam ter sido impactadas por algum acidente ou evento agudo. Essa restauração busca permitir que o paciente desenvolva autonomia e independência para realização das atividades da vida diária, como caminhar, subir escadas, tomar banho, etc.
Nesse contexto, a fisioterapia pode ajudar com exercícios de fortalecimento muscular, flexibilidade, equilíbrio, hidroterapia, entre outros.
“A equipe de fisioterapia atua em prol de ganho de mobilidade, funcionalidade e independência, desde a avaliação do plano terapêutico até o momento da alta”, afirma Higor Vieira.
2. Fisioterapia para cuidados crônicos: como gerenciar sintomas e melhorar a qualidade de vida
“No contexto das doenças crônicas, a fisioterapia atua promovendo alívio álgico (relacionado à dor) e busca melhor qualidade de vida para os pacientes em momentos de agudização e/ou crises”, explica Vieira. Em outras palavras, a fisioterapia pode auxiliar no controle de sintomas e mitigar dores ou consequências indesejadas.
Doenças como artrite reumatóide, doenças pulmonares crônicas ou mesmo diabete podem se beneficiar de ações fisioterapêuticas sistematizadas e constantes. Fortalecendo músculos e articulações, potencializando a qualidade do sono e melhorando a circulação sanguínea.
3. Fisioterapia em cuidados paliativos: aliviando sofrimento e promovendo conforto
A fisioterapia também pode qualificar o atendimento de pacientes de cuidados paliativos. Nesses casos, o foco principal está em proporcionar o máximo de conforto para pacientes que enfrentam condições que colocam em risco a continuidade de suas vidas.
Essa atuação se manifesta em técnicas como massagens terapêuticas, exercícios para relaxamento e gestão de ansiedade, além de redução de tensões e dores musculares.
“Nos cuidados paliativos, a equipe de fisioterapia intensifica ainda mais o aspecto individualizado do atendimento, dentro de cada demanda expressa pelo paciente ou rede de apoio”, resume o coordenador Vieira.
Por isso, quando integrada à equipe multidisciplinar de cuidados paliativos, a fisioterapia é uma excelente ferramenta no manejo de sintomas como dor, dispneia e fadiga.
No modelo de transição de cuidados, a fisioterapia se destaca por contribuir de forma central para a recuperação de funcionalidades, alívio de sofrimentos e convívio com doenças crônicas.
Essa especialidade é essencial em vários momentos da nossa vida. Porém, é ainda mais essencial em um processo de transição de cuidados e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes com as mais diferentes doenças.
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